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  El Caminante Blanco
  Pedras no rio
 
Pedras no rio
Por Paulo Angelim 
 

Roberto Crema é um pensador brasileiro. Dele aprendi uma grande máxima: “ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros”. Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos. Howard Hendricks disse que os dois fatores que mais nos influenciam e nos transformam são os livros que lemos, e as pessoas com as quais convivemos. Hoje, vou ficar com o segundo fator.

”Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?”

“As pedras na nascente são toscas, pontiguadas, cheias de arestas. À proporção que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. As arestas vão sumindo. Elas ficam mais orgânicas, menos toscas, mais suaves, lisas, e o melhor: vão ficando cada vez mais parecidas com as outras, sem necessariamente serem iguais. Quanto mais longo o curso do rio, mais evidente é o fenômeno.”


“É a mesma coisa com as nossas vidas. Se nos permitimos estar em contato com as pessoas, sendo conduzidos pelo rio da vida, vamos, no “atrito positivo” (contato) com o próximo, eliminando arestas, desbastando diferenças, parecendo-se e harmonizando-
se mais uns com os outros, sem necessariamente perdermos nossa identidade.

 

Não podemos negar que alguns desses contatos e atritos nos deixam marcas, tiram lascas de nós. Mas mostre um coração sem marcas e lhe mostro um coração que não amou, que não viveu. Um coração que não chorou, nem sentiu dor. Um coração sem sentimentos. E sentimentos são o tempero de nossa existência. Sem eles, a vida seria monótona, árida. O fato é que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.

Passar pela vida sem se permitir o contato próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa. Quando olhamos para trás, vemos várias marcas de pessoas extremamente importantes, pessoas que, no contato com elas, nos permitiram ir dando forma ao que somos, eliminando arestas, transformando-
nos em pessoas melhores, mais suave, mais harmônicos, mais integrados. Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras nos criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte. Reveses momentâneos. Servem para o crescimento. A isso chamamos experiência.

Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos. Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida foram perdendo todo os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores. Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor. Já viu o tamanho do diamante? Sabes quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago. É lá que está o verdadeiro valor.

Pois Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de amor. Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar. Mas temos que aprender como. Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar. Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins. Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado, fazem parte da construção e do aprendizado do amor. Não compreendia que se aprende a amar sentido-os e superando-os. Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento. E envolvimento gera atrito.

“Atrite-se”. Não existe outra forma de descobrir o amor. E sem ele a vida não tem significado. Se você acha que não, veja as palavras do apóstolo Paulo: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.” (1 Co 13:1-3)

Atrite-se, desbaste-se, descubra-se: AME!

Compromisso de hoje: Vou me envolver mais com as pessoas e encontrar o amor que existe em mim.





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